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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Vestida de Rede

















De redes ou rendas
Assim nua, não estarás
E se estiveras quiçá
Que mal nisso trarás

Ao mundo assim vieste
Nua linda e graciosa
Aqui inventaram as vestes
Use-as de forma dengosa.

De rede ou de rendas
Do Amanhecer ou anoitecer
Tua graça ninguém tira
E nua não estarás hó! Ser.

Linda, nem nua nem vestida
Charmosa, Mulher Garbosa
Singela, Amada gazela
Usa-as e não dá prosa.

Redes que linda me fizeste
Hó Deus onde estão minhas vestes
Nas rendas Ao mundo vieste
Com rendas no mundo viveste.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Vestida de Nada



















Linda Sonhadora
Altiva, lá de cima cativa.
Elegante em seu Ser
Sublime no seu vestir
**
Alada, sorridente
Vestida de nada
Desnuda coberta
Da mais bela nata
**
Diva, atenciosa
Estrela, Bella, manhosa
Carente, elegante, espantosa
Antagônica, dengosa
**
Do negro ao branco
Do azul ao celestial
Só você Musa
Rainha magistral
**
De noite vestida
Teu manto é o Céu
De dia colorida
Com cambraias em véu.
**
Assim musa
Vestida te encontro
E sem nada por baixo
Sempre no Céu te encaixo.

domingo, 6 de julho de 2008

A Rainha com Frio












Teu frio me pediu
Para esse nariz aquecer
E com beijo terno e quente
A cor lhe vi nascer

Na boca de seu estômago
O arrepio abrandou
Os pés que pois pediste
Os levei e se enroscou

Os ciclos se cumpriram
Ao desvario te levaram
As mãos loucas, ardentes
Teus curto-circuito provocaram

De frio a Amado e aquecido
Com teu corpo calor dividi
Em tuas orelhas sussurrei
E nem ali eu parei

Teu frio acabando vai
Essa alma quero continuar
Por invernos e demais estações
A enlouquecer, aquecer acalentar

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Os Desejos


















DESEJOS:

Soltos, ao relento. preferidos
Excluídos, abafados, escondidos
Amores, amantes, amáveis bandidos
Vorazes, arrebatadores doloridos
***

Amores secretos, abertos
Com sabores de orvalhada
Manhã molhada, noite sonhada
Desperta lume Amigo A trepada

***
Pela Amada,em silêncio, escondido
Amando, sem ser amado
Compreendido, assim sofrido
Cheguei a ti Amor bandido.

***
Partir, minutos antes, safada
Tudo debanda, pelo tesão
Pelo desejo, que confusão

Assim ficamos p’ra outra rodada
***
Quem sabe, ao sair desta
Todas as lapidadas arestas
Nos deixam. E ao entenderes

Que Amor também deseja
***
Amar sem restrições, com tesão
Com sofreguidão sentirás então
O quanto é bom Amar e ser Amada
Desejar ser desejada Loucura então
Ao ápices chegar, em delírio
Por Amor, por tesão, por desejar.
Vem. Para aqui somar Amar sentir
Sem mistérios sem segredos

E para todo o sempre sem MEDOS


** Sim Para vc Amor...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Doçura do meu fel (Dueto:Carol & Rui)

instiga-me
a retirar o véu
mostrar-lhe a alva doçura
do meu fel
desvendada entre quatro paredes
ou entre terra e universo
por dentre estrelas cadentes

faz-me iluminar
por entre curvas
que me cercam
procura a que te leve
ao jardim
de escondidos paraísos
lá onde habitam
meus mais recônditos
desejos inda não ditos

depura-me
em linhas de sins e de ais
e me cala
no momento de ápice da explosão
em que tudo se sinta
mas não se possa ouvir
e o corpo estremeça
em torpor
de amortecimento e calor
voltando, lentamente,
a ser o que jamais foi
mas que aparentemente
assim o era, assim o foi:
um precipício lançando-se
ao céu!

Ganhe asas...
E retorne em aconchego e calor!

Caroline Schneider
************************
Do Fel Ao Doce

Sem Véu, e nessa alva doçura
ao fel adeus dirás
se ao universo exposta
por mãos amantes virás
a conhecer quiçá os paraísos recônditos
onde novos e alvissareiros desejos
de onde guardados estão
p’ra fora em gracejos virão

Iluminada Tu és
E como rara flor
No teu jardim escondida
Dá-me a conhecer
As curvas que ao paraíso
Levarão para de lá
Poder sempre trazer
Novos ais e uis novos ditos

Por essas linhas passei
Delas os ais e uis escutei
E lânguida voltaste
Oh!! Musa encantadora
Parecias vinda de Marte
Ainda o tempo deixou
Que outros sons externasses
E no amanhecer escutasse
Lentamente ao te voltares
Oi Bom dia e o oiiii
De quem descansou em paz
De quem relaxado estava
E a meus braços voltava
Para ao céu se lançar

Ganhe Asas .....deixe o fel
E com mel Viva Vibre Ame
Torne-se Calor!!!!!
Meu Amor.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Inacabada (Dueto:Carol & Rui)

eu poderia ser
triste sombra comparada
à intangível sinfonia
porém, inacabada
abortada por insensata compositora
descomposta de sentimentos de mãe
baterias de sentidos da carne que jazia
já em putrefação
cada nota fazia-se uma cinza a ser jogada ao mar
ainda falta-me completar...
por isso sou ave sem asas
estrela sem brilho
rosa sem espinhos
sou canção muda, sem notas musicais!

Carol Schneider

Você é.
Completa, a nada comparada
Se música à mais bela Sinfonia
Se inacabada só por uns dias
Melodia, maravilhosa em formação
Uníssonos de bella canção
De sentimentos cheia, não alheia
Dos mais belos és dotada
Do Mar do Céu do Ar acordes vieram
Eles tua beleza refizeram.
Assim de inacabada, a Bella sinfonia
Que já é terminada, tais sons e brilhos
Das estrelas se veio
Aos planetas deu brilho
As mais belas rosas formou
E a elas deu espinhos
Fez de ti a sinfonia, completa
acabada, encantada, sim Amada

sábado, 24 de maio de 2008

Ser Mãe ( Dueto: Carol & Rui)


Ser mãe
É ser contagiada pela paz
É ser acometida de amor intenso
É ter todas as células cantando em uníssono
É ter lágrimas expressando o inexplicável
É ter sorrisos calando as surpreendentes descobertas
É ter todo o dia a certeza de que
Plantando a árvore
Ou escrevendo o livro...
Nada no mundo poderá chegar perto
Da alegria e insuperável emoção
De ser o ser da criação
Traduzida na palavra
Mãe

Carol Schneider

********************

Mãe, ser Mãe. É:
A Paz incorporar
No Amor se embevecer
O seu corpo em espírito ser
Em suas faces encontrar o inexplicável
Sentir, antes de acontecer
Sorrir a cada nova e maravilhosa surpresa
E a cada dia sentir que
Plantando.
Lendo, escrevendo, compreendendo
Jamais se alcança a emoção
De ser A Ração da criação

Mãe o Ser.