sexta-feira, 16 de maio de 2008

Segredos (Dueto: Carol & Rui)


















desvendou-me desejos
entrelinhados
em poesias e formas
ensimesmados de tons

escreveu em minhas costas, nuca e barriga
um poema só meu
poeta sem rima
sem utilizar pena ou mãos

mas, fazendo-se sol nascente
não desvendou segredos
de obscura sombra lunar
em lado oponente
que em velado estado latente
dormitou, deixando-se expor sua luz
à junção do brilho total

à espera d’algum eclipse
há nova fase a se iniciar
e ciclicamente
renovam-se meus segredos


Carol Schneider

Desejos a revelar
Explícitos, implícitos no olhar
Nas formas nos poemas
De tons vários a calhar

*
Em seu dorso compus
Um poema escultural
E sem rima nem mãos finas
Deixei alto seu astral

*
De mulher incandescente
Segredos não se desvendam
E de amante a oponente
Descubro seu estado latente
Sonolento, trago-o à luz
Descubro total brilho eminente

*
Como misteriosa donzela
Em ciclos se desenvolve
E no próximo nos prove
Que demais segredos só dela.

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